sábado, 26 de julho de 2008


ERRATA ! ERRATA! ERRRRRAAAAATA!
O filme em que aquele incompetente do Christian Bale trabalhou foi The Prestige - O Grande Truque - que trata também de "magicas" ou prestidigitação (que é mais ou menos o que eu faço neste teclado hehehehe). The Ilusionist é com o Edward Norton, mas tbém é...é.
Dizem que o C. Bale está sendo processado pela mãe por agressão física. Tácerto. Deve ter sido conselho de psicanalista que também tem problema com mãe.
Palavras do Senhor: ó vós, lelés abonados, antes do analista conheçam-lhe a família, senão childrens... sobra procês.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Palavras...palavras...
Talvez eu seja veemente quando escrevo. È. Sou passional.
Quanto mais imbecil possam ser as minhas observações, informações e demais ões, tanto mais diabolicamente as defendo.
Coisa de vidas passadas. Só pode ser!
O que tartamudeadamente (ai!) escrevo não pretende ser a Verdade. Nem próximo.
O Blog – este aqui – foi criado à quatro mãos, numa tarde desocupada quando mãe e filha em vez de fazerem um bolo, ou arrumarem armários, ou repregarem botões ficaram numa cumplicidade adolescente inventando moda.
Seria, e é, uma forma da família e dos amigos queridos tomarem conhecimento do meu estado de loucura, e acompanharem de perto a galopante evolução para a demência total.
Vivo escrevendo – pra não esquecer, pra esquecer, e pra me livrar do peso das palavras que desvairadas fogem da verdade. No papel nada se esconde.
Escrevo num gozo além da frígida realidade, então me encontro melhor.
Não quero formar opinião porque já perdi a minha faz é tempo; se alguém a encontrar, nem me conte!
Todavia childrens, todavia, quando eu disser que Mercúrio está na casa de Vênus sem Marte saber, é bom ter à mão uma indiscutível desculpa.

AINDA O MEU JOKER PREFERIDO!

quarta-feira, 23 de julho de 2008

FOI ASSIM... A LUZ APAGOU...
De como eu vi o dark knight do Batman

Batman rides again, igualzinho o Celacanto.
Dizem :”todos estão muito bem no filme” – eu estava melhor, na platéia. Ora, se...

O bacana do Batman é o Coringa.

Batman vive às custas do brilho do Coringa há mais de 5.000 anos, quando Brucutu matava dinossauro no tapa.

Este último Batman – Christian Bale - tem cara e jeitão de executivo mal executado; preocupadíssimo em não amassar o terno.
Ele é a reencarnação tringuilim do Peter Cushing (o Sherlock Holmes,ô childrens), e está bem melhor num filme suavemente digerível – O Ilusionista (locadoras) - também com o Michel Caine.
Batman bobíssimo. Porém faz pendant (ai ai) com o transbordante Coringa.

Rachel, a mocinha do Batman - Maggie Gyllenhaal - boa atriz, aproveitada já agora nesse blockbuster, passou o tempo todo do filme apertada pra um xixi – reparem no jeito dela andar. Também naquele frege e na hamletiana dúvida “este ou não este”. Ah sei lá! Acabou morrendo pra largar mão de se meter com homens complicados. Não sei se chegou a fazer xixi.

Aquele lourinho (o two faces) só apareceu para fazer história.

Gary Oldman, o “poliça”, é o melhor – perfeito, completo sem escorrer uma gota. Ator de corpo inteiro. E inglês. Quer mais ô quê, esfomeada?

Michel Caine só aparece pra exibir sua excelência - e a platéia prende a respiração. Ingleses são magníficos atores. Tudo começou com Chaplin!

Heath Ledge, The Joker, caprichou nas caras, bocas e vozes. Um trabalho e tanto. Coringa irado e mudernu, à la Kurt Cobaine (homenageando outro falecido), personagem que na criação de Bob Kane (desenho) e Bill Finger (história) não era bem assim. Há releitura para tudo...

Breve mas sempre bem vinda aparição do especialíssimo irlandês de tradicional nome gaélico - Killian ou Cillian Murphy. Lindo! Mais um da United Kingdom e ator pra sala cheia. Tentem nas locadoras Breakfast on Pluto que por feliz acaso tem o título fielmente traduzido em português - Café da manhã em Plutão. Excelente, mas somente para pessoas com an exquisite taste.
Cillian é a versão sórdido-infantil do Jude Law. Se fosse 50 anos mais nova ficava com os dois, para usos distintos. Ora se...
Vocês não vão acreditar, mas 50 anos fazem alguma diferença.

Não me perdoaria se esquecesse a música incidental de Hans Zimmer – para mim um erudito – que deu melodia aos filmes Rei Leão, Gladiador, Piratas do Caribe, Código Da Vinci, Madagascar, Urso Panda e, juro!, The Simpsons O Filme. Outros mais.
Hans Zimmer, autodidata, alemão no nome e na ação, não perde o vôo para o sucesso.

Apesar da história ser bobona o texto está excelente. Como pode?
Historinha de gibi, com peripécias metabólicas totalmente impossíveis, e até personagem gibiscamente desfigurado. Valeu.


Quem me parece estar mais próximo do Coringa original é o interpretado por Jack Nicholson que, sem esforço e sem fadiga, já é diabólico no sorriso e no olhar. Ator excelente, brincou confortável e infantilmente em ser mau.
O Joker é a maldade que leva do riso à dor.
Li muito Gibi, então, por conhecimento/nostalgia o meu Joker é o Nicholson. E também porque é um dos meus namorados flutuantes.
Quem sofrer de SPI ou Síndrome de Pesquisa Inútil que reveja o Batman dos anos 80, com Jack de Joker papando a todos (sem beijo na boca),
Denis Quaid maravilhoso com aqueles olhos de esquizo (Batman era).
A estupenda e emblemática música de Prince.
Sem esquecer, jamais!, os gritos histéricos da Kim Bassinger – a mais simpática e divertida Rachel e que não perdia a hora do xixi.

Gostei do The Dark Night. Me diverti no cinema, então valeu. Pra mim, cinema é antes de tudo diversão. Sendo arte, melhor.
Meu amigo, o meu recado:
Mal ou bem você se distrai comigo – odiando ou sorrindo – o que vale é a vida que se sente. Ainda.
Quando, por que e por quem se sente. Ainda.
Enquanto houver a quem amar ou a quem odiar, estamos bem. Há alguma juventude.
Quando o mais importante passa a ser a textura da sopa de legumes...então estamos perdidos. Para todo o sempre e um pouco mais.
Lady writing a letter - Johannes Vermeer, 1666, Delft, Holand.

sexta-feira, 18 de julho de 2008


SESSÃO CULTURA É CHATO MAS NÂO ENGORDA
Amanhã sexta-feira. Fim-de-semana sem programa? Bobagem!
Dá uma chegadinha em Antuérpia, e passa a tarde no Museu Real. Tem muita coisa pra ser vista; pra mim o melhor é esse luxo de Madona con Bambino. No caso, Virgem e Criança Rodeada de Anjos, que é o nome dado pelo museu.
A beleza e a modernidade de um quadro pintado em 1450 pelo espertíssimo francês Jehan Fouquet (1420-1481) é de fascinar até um espanhol dono de bingo.
Quem serviu de modelo foi a amante do rei, Agnes Sorel. Coisas da corte.
E esse tal rei da França era o Charles VII - isso mesmo! O pusilânime (oops!) que traiu e sacaneou a Joana D'Arc mandando a mocinha-quase-rapaz para a fogueira. E ela teve que morrer. Juro. Não fosse isso poderia estar ainda viva namorando o Ronaldinho, que gosta de paqueras bizarras.
E não pensem que é silicone nãããão! Vê se Nossa Senhora precisa disso! Peito santo, gente,peito santo.

Pela madrugada venho ouvindo repetida e obsessivamente Mi mancherai – tema de Il Postino (O Carteiro e o Poeta) e consegui ter saudades de mim.
Quem me conhece sabe que vivo num mundo quântico.
A insegurança me dá a confortável certeza em errar.
Para chegar a este meu mundo quântico, quem eu convido a conhecer, e que por aqui acaba ficando, tem que atravessar a lua.
Não importa em que sentido ou sentimento se atravesse o que eu chamo de “a luz que não é” – o que importa é atravessar.
Neste meu mundo equilibrado entre as incertezas e as probabilidades é onde encontro o meu eixo. Mas sempre na tangente.
Equilíbrio é isso! Senão qual a graça?
Às vezes, de brincanagem faço o meu mundo girar mais rápido; então nascem as certezas improváveis com forma e brilho únicos ... é o amor!
Nem todos viveram felizes para sempre.
Nem felizes.
Nem sempre.
Viveram.
Todos.
E eu insisto. Neste meu mundo quântico não gosto que me bisbilhotem, me rastreiem, nas fendas e nas sendas em que me multiplico só para ser mais.
Se vigiada, eu, num salto de salto torno à Terra do Newton e volto a ser uma mesma e igual partícula da sociedade, sempre mesma sempre igual. Uau!

Antes que me esqueça - para qualquer tristeza, aborrecimento, espancamento, tortura ou mesmo dispepsia,recomendo Is you is or is you ain’t my baby com Anita O’Day. Tiro e queda.

sábado, 12 de julho de 2008

MEUZAMÔLI!
Vocês sabem, psicanalista é cheio de idéias que não servem pra nada a não ser pra épater chaque bourgeois. Eu, por exemplo, se conseguir ler qualquer coisa de Lacan fico chapada (de burrice mesmo) mas achando liiiindo.
Então (diz o paulista), os psis inventaram um negócio de "encontro faltoso", que não é faltar ao encontro. Nããão. Seria troppo facile. É a vida que falta a esse encontro. Seguinte: mixou. Para ficar ainda mais claro: Romeu e Julieta, Abelardo e Heloisa, Tristão e Isolda, Eu e Ralph Fiennes, e o casal aí ao lado. Um amor imenso que não chega aos finalmentes - não continua pela vida, não se realiza, não faz compra em super mercado ou ap. pela Caixa. E, fala sério, esse tipo de desacerto dá bestseller.
No entanto fomos criados com contos infantis que tinham um final feliz. Ou um final.
O princípe casou com a princesa dorminhoca e imbecil que adora fiar.
Outro príncipe casou com uma branquela viciada em orgias com pedófilos baixinhos.
Um outro príncipe casou, esse foi esperto, com uma faxineira lelé que conversava com ratos.Mas tudo muito lindo.
Crescemos e resolvemos ficar embodiados.
Querer o empossivéu - Eu e Ralph Fiennes, ou qualquer outro, ora.

MY BLUEBERRY NIGHTS ou UM BEIJO ROUBADO
Antes devo levar ao conhecimento dos desocupados que me lêem que, nos meus verdejantes 70 anos, ainda fico fascinada com a imbecilidade dos títulos, em português, dos filmes em língua estrangeira.
My Blueberry Nights vale pelo enlouquecedor Jude Law e por tudo o mais. Tudo. Narrativa, fotografia, música, editoração, produção e direção; direção é coisa que eu não entendo bolacha, mas no caso só pode ser ótima pra chegar até onde mora a beleza. Kar Wai Wong - chinês jovem e espertíssimo! Diretor que dá ao filme o encanto, a delicadeza e a excelência próprias a uma obra de arte. Dele também o belíssimo In the Mood of Love e o intrigante e instigante 2046. Todos em qualquer biboca locadora. Vale todas as penas e plumas.
Blueberry mostra a grande perda sem resgate. Chato. Pior! A perda de um amor que a gente nem tava aí. Jogar fora o bilhete premiado. Ô desatenção, faça não...Não estar atento à vida e nem ao amor. Não dimensionar e nem valorizar o amor recebido. Não saber reconhecer o amor. E por aí vamos. Nesses casos há o luto eterno; ninguém se recupera.
Correndo paralelo há o saber do amor.Os que sabem do amor dele reconhecem o perfume, ou a melodia, ou o sabor, e esses, ah esses, são os felizes que vivem prazeirosa e diariamente "o amor eterno enquanto dure".
O Beijo Roubado (eu hein!) é um brinde aos abençoados com a calma no amar.
Seduzir é da mulher. A mocinha do filme, boa cantora e agora ótima atriz, foi uma Sherazaade e tanto.
Gente, tem algo mais seguro do que um homem seguro?
Tem. Jude Law.
Sessão Tofalânu
Childrens, eu alertei pra chatice de Ingrid. Cheia de síndromes out.
Agora, com croissants à vontade, ela se revela aussi uma fofoqueira e tanto. Feiúra.
É muito regardez-moi pro meu gosto.
De vorta pro mato, Maria Chiquinha!
Não teve competência pra arrumar um asfarcaço e agora não consegue suportar a pergunta da mulherada: "Y tu Ingrid, nada?"

segunda-feira, 7 de julho de 2008


DESCULPEM, MAS ESTAMOS OCUPADOS SOFRENDO.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

TIPO ASSIM
- A imagem em É ISSO AÍ é quadro de René Magritte - "La réprodution interdite", 1937.
- Agora tá explicado porque a Ingrid não teve ASFARC Baby... Neguinho chegou cheio-de-amor-pra-dar e ela começou a deitar falação! O cucurrucucupaloma se mandou rapidinho num "desculpe qualquer coisa". E o pior, espalhou o perfil da refém. Essa mulé nem chegou e já está querendo mudar a face do universo? Só falta falar mal da zorra do meu quarto. Se... eu encrenco feio.
- Torcer contra o Brasil? Jamais pensei assitir tal cena! Perder é difícil. Não saber perder é patético. Espero que meus netos não tenham participado dessa pequenez. Se participaram, preparem-se para uma conversinha com a Avó Maravilhosa, tipo assim...ser macho não é unicamente uma questão de genitália masculina.
É ISSO AÍ
Há menos de um mês comentei com filhas a beleza do filme “O Escafandro e a Borboleta”.
Costumo ver os filmes em área 1 – com legendas no idioma original ou em espanhol, porque o português continua sendo desprezado código pelo resto do mundo. Muitas locadoras oferecem filmes em área 1 (USA e Canadá), ou em área 2 (Europa), filmes esses que ainda não foram lançados em circuito nacional ou que nunca o serão, ou que estão em cartaz.
Acabei de ler no encarte RIO SHOW d’O GLOBO feito por Carlos Alberto Mattos - é justo e informativo, não fossem os críticos dessa sessão pessoas competentes.
Qualquer julgamento é sempre subjetivo, não há como não ser. Então lá vai o meu.
Não vejo a tônica “subjetividade” em O Escafandro e a Borboleta – todos os filmes têm a marca do diretor com o matiz da subjetividade. O que me impressionou no filme foi a “objetividade” com que é apresentada a história – isto é, a narrativa do filme.
Não há neste filme o menor tropeço em culpa/castigo, nem um disfarçado escorregão na pieguice ou piedade.
Não há como fugir à catarse que provoca. E isso é arte.
Ali como em qualquer tragédia está a nu e em carne viva o que é “ser humano para o ser humano” (a língua portuguesa está aí pra ser usada).
A começar pelo título que é estupendo: nada mais livre, leve e solto do que a borboleta, e, nada mais pesado, fechado e asfixiante do que o escafandro (ainda que esteja em perfeito estado). O ar (a vida) é fácil e franco para uns e difícil e dosado para outros.
Por que? Só os deuses sabem a resposta. E aí está o princípio da tragédia: um homem comum, sem uma grande culpa, é atingido pela...própria condição humana. Não bebia demais, não fumava, editor de uma revista mundialmente reconhecida, filhos com saúde, uma ex “equilibrada” e uma “em pauta” satisfatória, enfim-enfim.
Mas era gente. Olha aí a merda. Poste não tem aneurisma, pressão alta ou outros que tais. Então, resumindo, AVC não dá em poste, só em gente. E se você nasceu gente, desista de ser poste.
Há um recado importantíssimo no filme: tenham todas as informações possíveis de como tratar um doente ou um deficiente – não são os beijinhos que muito importam, às vezes o apagar a luz na hora certa é o grande carinho.
Diretor que dê “o pulo do gato”, há poucos. Esse conseguiu. É a tal da criatividade.
Não há análises elípticas-psicológicas-escafândricas a teclar.
Para mim o filme é - é isso aí.
“Carpe diem!”, sabiamente diziam os romanos a caminho do Coliseu.

quinta-feira, 3 de julho de 2008


RELAXED LIKE A CAMEL - AGORA A POSTAGEM FICOU FÁCIL PRA QUEM NÃO SABE E MUUUUITO MELHOR PRA QUEM SEMPRE SOUBE

Heróis, melhor não tê-los.
Mas se não os temos
Como sabê-lo? (Vinicius)

Quando a vaidade nos permite visitar o mundo com os cinco sentidos... ah... o que já perdemos!

Os nossos gregos e antigos heróis, desafiantes dos deuses, estão dormindo, cansadíssimos, em eras já vencidas.
Para que renasçam, e de bom humor venham iluminar o nosso palco mambembe, é aconselhável ameaçá-los com outros tantos heróis, dos ainda agora viventes.

Que os deuses me livrem de ser mais herege do que o necessário!

Poppeye jamais seria um Apolo, um Hércules Mariner, talvez,e protótipo de Astérix, porque o mundo também dá marcha-ré. Mas o seu lema I am what I am também ilustra personagens de terras distantes no tempo.

Homer Simpson,é uma criação inteligente, talvez à altura da Emília do Lobato – meu único arroubo patriótico. Homer é ele e só ele a ele interessa. É a resposta absurdamente autêntica à desmesurada mentira do maravilhoso daddy americano Talvez seja por isso que nós o adoramos.

Mas há os grandes heróis e deuses, num fabuloso Pantheon.
E o Super-Homem, hein?! Herói de medidas marcadas e recortadas de modelo grego. Até "avoa"!O Homem-Aranha, esse, foi pinçado por um deus disfarçado em aranha. Alguns deuses gregos eram experts em disfarce.
Não,definitivamente não, Batman jamais será um herói no discurso grego. Ele é somente um personagem patético vingando eternamente a morte dos pais – justiça particular não é bom.
No meu tempo a gente não usava de tanta maldade com o Robin, mas depois que se soube que ele dormia no armário, não há recurso.
Havia uma família de heróis, há muito e muito tempo, quando eu era menina – a família dos Marvel: o Capitão, a Mary e o Júnior – Os Irmãos Marvel. Esses eram completos - tinham uma palavra mágica que só eles conheciam, e, ao pronunciá-la – SHAZAM! - transformavam-se em heróis voadores, de uniforme, capa e outros que tais. I-na-cre-di-tá-vel.
Se vocês prestassem mais atenção ao que falam os personagens nos filmes,veriam que Peter Parker (O Spider Man dããã) ao receber a chave da cidade diz “shazam”. Ora pois.
O Príncipe Submarino era um pouco assustador. Tinha o sabor da diferença. Eu gostava.
O Fantasma. Hum...Matas, matinhos, cachorros, há muito disso tudo por aqui.
Mandrake não, esse não; por isso hoje está com fama bizarra.
E esses fabulosos heróis, quando em forma de mortais, eram gentis e humildes. Com certeza conheciam Hamartia, Hybris, Nêmesis e a terrível Ate.

Da minha infância até hoje – e olha que são menos de 100 anos, acreditem - a única novidade em herói é o Indiana Jones. Nada de divino ou com interferência divina. Um herói em que a cultura e a inteligência são postas a serviço da defesa e preservação dos valores religiosos e culturais de algum povo. Hum hum...O Indy tem família tão normal que o pai pouco ligava pra ele – era o que ele pensava – porque estava sempre envolvido em estudos e outros etcs ocupantes. Mas depois de adulto e com sucesso, todo o pai é pai. Ser pai de criança é que consome.Como!
No Indiana Jones da “Arca Perdida” o que mais me fascinou e ainda me encanta é o episódio que define o progresso, a modernidade: um árabe armado com uma adaga avança ameaçadoramente contra Indiana. O “mocinho”, sem perder nem a pose e nem o chapéu, saca da pistola e bang-bang no “bandido”. Foi genial! Além de reviver e valorizar o enxovalhado cow-boy . Spilberg é assim, que fazer?

E muito vale lembrar o fogo que devemos a Prometeu?
Os deuses ensinaram aos homens que o fígado se refaz .

Stars War? Heróis muito galáticos. Mas vale pra moçada. Desse filme o que me sobrou em excelência foi a brincanagem de “Cadê meu headphone?” Valeu o filme.

Se Deus está morto, viva os novos deuses fascinantes em cores e gestos.
Neste universo e em outros, creio que somos nós os únicos a fabricar deuses e heróis.
Modelitos de deuses e de heróis, tantos houve e ainda haverá.
Não faz sentido “estudar” deuses, heróis e mitos passados e repassados se não os identificarmos com os atuais, confirmando serem todos parentes, à descoberta do mesmo DNA.

Pra não dizer que não falei do Deus Cristão com seus Anjos, Santos e o Demônio que os justifica, lá vou eu.
Sou católica, e gosto. Jamais mudaria de religião (e tem jeito?!). Ela combina com toda a minha culpa e ansiedade, oferecendo o Purgatório (Spa pra almas gulosas de vícios), local de recuperação.
Olha a minha sorte! Se eu tivesse nascido em1208, por exemplo, não poderia ir para esse patamar de misericordiosa espera... o Purgatório ainda não havia sido inventado!
Sou católica (estou me repetindo...) e me sinto à vontade em apontar alguns plágios que o Cristianismo se permitiu. Esse plágios são chamados de contaminatio, contaminação.
Tudo bem. Vamos lá.
Não há igreja de Deus e nem Deus de Aparecida do Norte ou de Medjugore. Nem Jesus de Fátima. Mas há Menino Jesus de Praga.

Pois é, nesse mesmo esquema eram os deuses gregos – Atená dali, Atená daqui, e outra Atená d’acolá. Apolo também era muito cotado.
Deuses, maiores ou menores, tinham seus templos espalhados pelo mundo grego,e, cada terra os adorava à sua maneira.
Na ILÍADA Hermes tem pressa de voltar para casa, com medo que os seus devotos dele se esqueçam. Com razão. Deuses, santos e heróis também sofrem a tirania da moda.

Nossa Senhora é a mais explorada no marketing católico - as há de todos os tipos, tamanhos e sabores. E agora, sem glúten. Todas são lindas, altas e magras. Maravilhosas são as de Sevilha. Têm até brincos!

Os Anjos e suas patentes sempre me impressionaram. Mas por que não têm sexo? Que chatice...

O Espírito Santo era mais verossímil quando esvoaçava à volta de Ulisses dando assessoria técnica ao herói. Em Odisséia qualquer passarinho era Atená disfarçadíssima. Aí sim, eu acredito que havia inteligência num passarinho. Mas aquela pomba, sei lá... sei lá não sei...pomba é burra e cagona . Todo o mundo sabe que pomba é burra e cagona. Treinável não é ser inteligente,combinado?

Deuses, santos, heróis, anjos, e nós humanos, para os venerar e seguir.Como?!
Com esses tentadores 7 pecados capitais para administrar?!
Olha ! É difícil ser gente...
Por isso virei deusa.



terça-feira, 1 de julho de 2008

Se a luta continua tô fora
Posé. Há algo de podre no reino da Dinamarca que os ventos trouxeram até mim.
Amigos e perguntas. Sei lá o porquê de não entrarem os comentários!
Aos 70 anos já tenho muitas culpas; temo que essa seja definitiva.
Filhas me acusam do blog estar abagunçado. Hum.
Meuzamolis, vocês não conhecem o meu quarto...

Importante é eu esclarecer que não tenho partido político porque sempre quis ser rainha – não do Brasil! Magina morar com múmia na Quinta da Boa Vista, ou em Petrópolis com turista pobre ou na Praça Quinze com feirinha ripi. Queridos, tou mais, muito mais ,pra Vaux-le-Visconte.
Então, childrens, não sou contra e muito menos a favor de qualquer partido.
Quando morro de rir do status quos parlapadito pelo Presidente de vocês, não rio do PT. Honit soit qui mal y pense. E é quando me assalta a pergunta insistente: cadê o Professor de Cousas pra avisar pro Presidente de vocês que não há plural para status quo. Nem mesmo em Campina Grande. Há alguém brincando com o Presidente de vocês. Tô falando.

No que se refere a qualquer deus, sou contra.
Sempre têm nhê-nhê-nhê de culpa, pecado, vela, procissão, missa, farofa amarela, dar dízimo (o quê caboclo?! Mi ispia...). Enfim é deus mãããs precisa de tudo quanto é besteira. Fica lá eterno, pra toda a vida mesmo!, sem crise renal, sem cornos, sem rugas, sem celulite, sem asma, sem impotência (hehehe) até sem dengue e quer ô-quê-de-mim???
Sou pecadora convicta e praticante; quando chegar a hora me arrependo. Havendo tempo hábil,né?
Não sou contra heteros, homos, simpatizantes-tou-quase-sendo, negros, asiáticos, judeus, gordos, vesgos ou gagos, mas gaúcho às vezes me fadiga. Aço que é aquela insólita concordância verbal – tué, tuvai, tuké. Sei lá...

Va savoir
Lupércio, estimado amigo, ao saber que Lacan escreveu e disse “a mulher não existe”, ipso facto, se declarou ao Pacheco. Estão bem até hoje.
Informação é muito importante.

Do cinema
E sábio é Indy Jones que casou ao primeiro sinal de discopatia lombar.
Promessa é dívida. Nem sempre, meus lindos. Semana que vem, se conseguir juntar meus 14 neurônios, teclo um pouco sobre Woody Allen & Sidney Lumet. Se eu escrever asneiras (com certeza) direi que é “instalação literária”. O quê? Eu hein...

Sunsum corda:
Em Sua santa velhice, o Padre Eterno mata umas e só quebra o braço de outras...ou ele trocou os endereços???

Eva saindo escorraçada do Paraíso: “Por mim...tudo beeeem. Essa merda não tem nem barro que chegue!”
Yes!, Don’Eva. Paraíso é Dubai, e é de Alá. Pooode?

Houve reclamações quanto às minhas observações sobre Maria, Jesus, Deus, enfim, gente minha. Forçoso é lembrar as palavras de Santo Tomás de Aquino e de Gugu Liberato:”a fé e um dom divino”.
Não importa se eu acredito em Deus, o que importa é Ele acreditar em mim...e investir!
Ora, Pronóbis. Ora.

RH – Jovens...ah, esses jovens...
Childrens, oiçam: se derem um mau passo que seja com um Gucci autêntico.

Childrens, não obstante (aaaaai!) o enfadonho tema, guardem na jovem e privilegiada memória os Donatários, atrelados às respectivas Capitanias Hereditárias, e, de igual irrelevância, os afluentes do Amazonas (de todas e quaisquer margens). É infalível papo-cabeça que afasta qualquer espírito desarticulado - em vez de vocês o afugentarem ou o desacordarem com deselegante cabeçada. Sin perder la ternura, todavia
Aos maiores de 70, estejam sempre atentos à textura da sopa de legumes. E o mais importante - não se esqueçam de respirar.